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Desde a liberação provisória dada pela SENATRAN para a faixa azul, instalou-se uma polêmica se essa é a solução para dar mais segurança ao trânsito das motocicletas na cidade.

O tema reveste-se de várias camadas, a primeira é a social, que por falta de um sistema de educação estruturado deixa os jovens sem alternativas de emprego e eles recorrem as plataformas que empregam milhões de jovens motociclistas em condições precárias, a segunda é a preparação para a habilitar esses milhões de jovens para conduzir seu meio de vida, e a terceira é a falta de fiscalização.

Poderíamos dissertar sobre cada uma, mas vamos nos lançar à discussão da faixa azul com a finalidade de ouvir os usuários da via, autoridades gestoras e especialistas.

Nesse sentido convidamos para participar de um painel no evento Smart City Expo Curitiba 2026, a senhora Silvana di Bella e Dawton Gaia, da CET - Companhia de Engenharia de Tráfego/SP, que junto com o nosso diretor de metrologia legal, Regis Nishimoto, trataram dos resultados obtidos com a Faixa Azul na cidade de São Paulo.

Com base no relatório do Consórcio Vital Strategies, Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Ceará (UFC) e Instituto Cordial, dados da CET-SP, dados do INFOSIGA e dados extraídos dos relatórios de radares em operação em alguns trechos da Faixa Azul, foram apresentadas três importantes conclusões:

1) O excesso de velocidade praticado por motocicletas no corredor não é fato novo. Ele já existia antes mesmo da implantação da Faixa Azul. Atualmente em corredores sem a Faixa Azul, o excesso de velocidade é facilmente constatado;

2) A sinalização da Faixa Azul ordenou o fluxo de motocicletas e criou senso de pertencimento aos motociclistas;

3) Nos trechos com Faixa Azul fiscalizada por radares (Av. Gastão Vidigal e Inajar de Souza) não há registros de sinistros de trânsito a uma distância de 270 metros do radar desde agosto/2025, quando iniciou o monitoramento.

O excesso de velocidade é o principal fator de risco na ocorrência e gravidade dos sinistros de trânsito.

Fiscalizar a velocidade na Faixa Azul e dar o tratamento técnico nos pontos críticos pode ser a principal medida viável de curto prazo para seguir com o experimento inédito de ordenamento do trânsito de motos no país.

Continuaremos as discussões com todas as entidades envolvidas com o objetivo de levar mais segurança ao trânsito e reduzir o número de sinistros e mortes.

 

 

 

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